terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Rubem Fonseca por Quentin Tarantino: eu acho...

...não, tenho certeza. Se houvesse alguma crise criativa no cara ainda provido de conteúdo capilar nas fotos ao lado, Mr. Quentin Tarantino, teria uma excelente obra a adaptar ao ler "Feliz Ano Novo", do escritor Rubem Fonseca. Pra ser mais específico, o cabeludo deveria ler o conto que dá nome a obra.

Li o conto na segunda passada, em uma das idas e vindas da minha pesquisa, em que peguei alguns livros e, na minha habitual curiosidade, fui procurar outros totalmente alheios a ideia principal de estar ali. Foi a primeira vez que li esse conto. Pra quem já conversou comigo e ouviu sobre as minhas preferências literárias, com certeza já me ouviu pagar pau pro cara. Eu sou fã dele desde pequeno, digo, desde que li outro livro, "Vastas emoções e pensamentos imperfeitos".

O estilo de escrita do Vastas Emoções é simples e denso ao expressar as idiossincrasias da personagem, sem ser enxuto demasiadamente, e culto ao ponto de interrelacionar temas sem muita conexão entre si quando fala sobre investigação policial, geologia e temáticas oníricas, fizeram dessa leitura uma das mais afudês que eu já fiz até agora. Recomendo que não se morra antes de ler, pelo menos uma vez.

Mas então, voltando ao Tarantino... Pelo estilo do branquelo feio, acho que se alguém passasse o conto pra ele, e o Rubem não resolvesse vetar (ele é um aficionado por cinema e, pelo que já li a respeito, é bem exigente com suas adaptações), acho que seria fácil sair algo - acredito que um curta seria mais viável, já que é um texto bem curto e simples. Depois da leitura, o insight aconteceu quase que instantaneamente!

Bem que alguém poderia passar essa ideia pros caras. Seria muito interessante de ver.

domingo, 7 de novembro de 2010

O amor, o desejo ou - tudo aquilo que te faça viver momentaneamente

o beijo não é nada mais que aquilo
o excerto roubado da alma não-expressa
o desfecho finalmente expresso em algo que não exprime
tudo aquilo que ao amante realmente interessa
só o que se passa em sua mente, e nada mais que impeça
sua cabeça e coração de girar
nada permanece em seu lugar
mesmo que tudo aquilo seja ou pareça o que é
tudo é impossibilidade nesse momento infindável
expressa-te, ó imemorável e infinda solidão
- para tudo aquilo que seja imensidão -,
e que tua alma frívola e vã não expressa
por mais sôfrega que seja
dá-te, entrega-te e mereça
tudo aquilo que te é essencial
tudo levará ao amor - início e final

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Politricks

Toda essa história-histeria sobre esquerdismo e direitismo nas eleições só me faz pensar uma coisa: como as pessoas não tem memória, ou que essas adoram requentar ou refazer debates q já cansaram de chatear. Só tenho uma coisa pra dizer pra quem curte esse tipo de coisa: a vida é bem mais que esse jogo de bandido e mocinho. E isso vale tanto pra esquerda quanto pra direita, vê se me lê direito. Eu realmente to torrando o saco dessa dicotomia inventada idiota e pretensamente politizada, porque, afinal, o que essas pessoas pensam que o mundo é, algo monocromático? Tudo tem nuances, e só porque a política que te apresentam é sacanagem, não adianta tentar simplificar e reduzir tudo isso a essa divisão. Política não é futebol, em que tu tem de torcer pra um ou pra outro, nem mesmo tradição, onde tu deve seguir aquilo q teu papaizinho segue, porque é ele que paga tuas contas e detém a tua verdade. Eu penso, mas acima de tudo, sempre vou me esforçar pra pensar o mais livremente possível - inclusive de outras pessoas, mesmo que próximas a mim.

Pra todos vocês que atravessam esse caminho, passem - que eu sigo o meu sozinho.

sábado, 25 de setembro de 2010

madrugadis

e quem sabe eu procuro aquilo que não existe, nem nunca existirá?
o sentimento inexpressivo de desejar aquilo que não se procura
e se espera encontrar?
quem pode julgar ou criticar algo assim?
eu não crio pessoas - e justamente por isso me dou o direito de não me contentar com todas elas
eu não tento moldar ninguém - e justamente por isso dou com a cara no muro dos egos superautoprotetores
eu tento viver com as pessoas com aquilo elas são, e tento aceitar - e por acaso não é isso que deveria ser feito?
muitas vezes a vida me parece algo estranho demais pra se praticar
talvez dê pra dizer que ela é como um treino de esqui após uma sessão de aulas feita às pressas: já na descida, o sujeito vai adaptando os movimentos, sabendo que a cada topada na árvore ele cai e pode se levantar, mas pelo trajeto ser íngreme esse ato seja um tanto quanto dificultado. isso sem contar nos que vem logo atrás, que podem tanto passar por você desapercebidamente, se esborrachar assim como você ou simplesmente ignorar a sua presença

não faço ideia pra onde tudo isso vai levar, mas que o movimento segue, isso não há como negar. é o único caminho possível, contente-se.

insight alright

olho seco pouco faço
vejo ouço escrevo e passo
permaneço fico saio e entro
atualizo flexiono levanto e sento

quem sabe agora vai?

...foi

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Pensamento fugazes de um feriado muito santo

Ideias e conceitos mudam conforme o tom de voz. Um grito libertário é o mesmo dito em silêncio? Um sussurro expresso em meio a uma multidão pode ser entendido em seu completo significado?

Que o vazio me responda. Ou não.

sábado, 30 de janeiro de 2010



Foto pra tirar esse blog da inércia.

Nuvens são, talvez, a coisa mais bonita que eu já conheci dentro da natureza. Talvez porque ainda não conheço tanto quanto gostaria, e nem creio tanto no que vejo de forma artificial. E posso dizer: isso é um dos principais motivos pelo qual ainda reluto em respirar. O que me leva a tentar viver, ao invés de apenas sobreviver como 99,9% da população que habita esse planeta. Isso pode soar um tanto pomposo ou pretensioso, mas é o que eu realmente sinto. A vida seria muito mais do que desejaríamos se retirássemos grande parte dos empecilhos que nos impedem de realmente aproveitá-la. Empecilhos estes criados ou oferecidos a nós, aceitos ou não por nossa consciência. Mudanças, ideias, tentativas, acertos e erros. Tudo isso acontece como sol e lua, transcendendo em crepúsculos através da memória que não deve dormir. Deveria?